Tuesday, June 23, 2009
Só no entendo uma coisa como tu vai ser uma boa profissional na tua área se não viver a vida de forma intensa se escondendo das coisas que sente e sentido as emoções que desconhece através da arte... ???
Não vou me justificar...
Mentira! Vou! Eu vivo as coisas de forma intensa Dear F. P.
Simplesmente estou de féééérias. Licença?
Ok... tenho fobia de relacionamentos amorosos, principalmente àqueles que parecem que têm tudo para dar certo. Estes me colocam para correr!
Mas não acho que essa peculiaridade vá prejudicar minhas intervenções, contra meu talento nato, isso só vai influenciar se o caso for parecido COM O MEU, mas aí Dear F. P. se eu tiver optado por uma prática clínica, o meu supervisor (e é obrigatório ter um) vai me indicar a direção, e aproveitar para trabalhar na MINHA ANÁLISE essas caracteristicas.
O que precisa para ser bom profissional, é ter "gente na casa" como diz a Lispector.
Inquietações, questionamentos, criatividade, etc...
De que vale uma analista, terapeuta, seja lá o que for, casada com filhos, cachorro e grama verde, o que vc julga normal e eu julgo COMUM!
Nenhuma piração... nunca se estupefou frente a compreensão da complexidade que é se relacionar, nunca
suou frio de ansiedade frente a perspectiva de finitude da vida!?
O que eu tenho em mim é um turbilhão, que sim, se não for organizado, se não for escutado, acolhido, direcionado, enfim, será problema na minha prática profissional, mas nada que um ano de análise antes de entrar no mercado de trabalho não seja suficiente para me por no prumo e fazer disso um arsenal muito mais rico de recursos frente às angústias alheias do que o script limitado do sujeitinho padrão que me nego a tornar.
2 comments:
Ué, mas não dizia o seu Contardo Caligares que era necessário um psicoterapeuta viver intensamente sua vida, ter sofrimentos, alegrias , medo e etc para assim entender os demais?
a vida "normal" ou "comum" é pra quem não tem coragem de ir onde não conhece dentro de si.
uou.
Sim, sim... Compartilhar minhas fraquezas e desafios com um modelito padrão de pessoa com uma vidinha cor-de-rosa me deixaria, no mínimo, envergonhada, desconfortável. É simples: "me sinto assim, gostaria disso, queria ter coragem para aquilo...entende? me entende?" Dear F. P. como analista deveria dizer: não...
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